domingo, 12 de abril de 2015

TAILÂNDIA | pra viajar antes de ir

>> Olá! Meu blog mudou de endereço. Acesse diretamente WWW.LALAREBELO.COM (cliqueaqui) para acessar os mesmos posts, só que mais atualizados e com mais informações. Dicas de novos destinos estão sendo postadas somente lá no LALAREBELO.COM. Te espero lá! Obrigada! <<


Enfim... Tailândia! Há muito tempo sonhava em conhecer esse país. Era a minha 1ª opção de destino para a lua-de-mel (aliás, de muuuuitos casais), mas como nos casamos no final de setembro, não arriscaríamos ir para tão longe justo na época com a maior incidência de chuvas do ano (as famosas monções). Então trocamos Thai pelo combo "Índia + Maldivas" (países que também sofrem com as monções asiáticas, mas em intensidades e meses diferentes), e foi simplesmente MARAVILHOSO. 

[Já viu os posts? Clique aqui para ler sobre Índia e aqui para Maldivas]

Não cancelamos a Tailândia, e sim, adiamos. E então fizemos lá a nossa 2ª lua-de-mel (na época certa, claro! Em março.). Quem segue o Instagram do blog (@lalarebelo_travelblog) acompanhou um pouco das fotos maaaaraaaavilhosas que tirei por lá. É só procurar pela hashtag #lalanatailandia. 

Uau!!! Que país! Tão completo, tão intenso e tão sereno... Paisagens, clima, costumes, atividades turísticas e comidas tão diferentes em cada cidade que estivemos, que pareciam até "mini-países" dentro de um. Tudo lindo, lindo! É mesmo como dizem... Uma excelente porta de entrada para começar a explorar a Ásia. Organizado e desenvolvido na medida, diria que a Tailândia já tem um pezinho no Ocidente, mas com aquela pitada de pimenta fooooorte, característica da região. 

Fui embora de lá com a sensação de que a Tailândia é um país abençoado, farto... Tudo o que tem, tem em abundância. Seja no quesito religião, sorrisos, doçura ou até mesmo em culinária. O país é a melhor tradução possível para a expressão "All you can eat". E naaaada tem a ver com hotéis all inclusive. É porque lá você verá carrinhos e barracas de rua por todos os lados, carregados de frutas lindas e coloridas, sucos, noodles, curries... Tudo muito LIMPO e saboroso. É sério! Pode comer a vontade! :)


Mercado Flutuante Damnoen Saduak, próximo a Bangkok

Aqui vai nosso roteiro, que apelidei de "Destaques da Tailândia":  
Ia chamá-lo de "Tailândia Básica", mas de básico não teve nada! rs. 
  • Metrópole: 2,5 dias em Bangkok (3 noites) // [acrescente +1 dia para ir a Ayutthaya]
  • Montanha: 2 dias em Chiang Mai (2 noites) // [acrescente +1 dia para uma day-trip a Chiang Rai & Golden Triangle] 
  • Praias: 4 dias em Krabi (Railay Beach) com day-tour a Phi Phi Leh & Don (3 noites) // [se puder, considere ficar +1 ou 2 dias hospedado em Ko Phi Phi Don] 
>> Ao final, acrescentamos 2,5 dias (3 noites) em Siem Reap, no Cambodia.
Muita gente também aproveita a viagem para conhecer o Laos, o Vietnã e até mesmo o Myanmar. Ficou pra próxima! 


Quando escrevo sobre um país "diferentão", principalmente no quesito "cultura", como a Tailândia, gosto de fazer um post exclusivo de introdução. Assim sinto que ofereço ao leitor e ao futuro turista nesse novo país uma visão mais ampla. Dessa forma, é possível compreender melhor o destino e diminuir um pouco do "choque". Chegar bem informado a um lugar muda completamente sua forma de enxergá-lo! É o que há!! :) 

Então hoje começo a série de posts sobre TAILÂNDIA. E em seguida, vou postando cada cidade do roteiro! Aguardem.  

INFORMAÇÕES GERAIS

Um pouquinho de... 

[GEOGRAFIA] 
A Tailândia fica no Sudeste Asiático, fazendo fronteira terrestre com Cambodia, Laos, Myanmar (antiga Birmânia) e Malásia. Essa região, incluindo o Vietnã e excluindo a Malásia, também é comumente chamada de Indochina. O termo criado pelos franceses, na verdade, se refere apenas ao Cambodia, Laos e Vietnã, região colonizada por eles. O nome foi dado porque estes países estão "espremidos" entre duas grandes culturas asiáticas: a indiana, a oeste, e a chinesa, ao norte. A população da Tailândia, cuja capital é Bangkok, é de aproximadamente 67 milhões de habitantes, sendo que 75% é etnicamente tailandesa e 14% chinesa. 

[CLIMA]
As temperaturas são altas o ano todo (15ºC - 35ºC), mas atenção com o período das monções (atenção quer dizer: FUJA DELAS! rs). As monções asiáticas são marcadas por chuvas fortes, inundações e ciclones tropicais. A época ideal para ir é de janeiro a abril, sendo os dois últimos meses os mais quentes. Nós fomos em março e foi perfeito. Claro que fez muuuuuuito calor (nada que a cuiabana/quase-panamenha aqui não tirasse de letra hehe), mas o céu estava MUITO AZUL T-O-D-O-S os dias. ZERO chuva. 


Alguns dos dias lindos que pegamos por lá... Juro: ZERO filtro!
Poda Island, Krabi


[HISTÓRIA] 
A história do país, que antes era chamado de Siam, é muito antiga, datada de 4.000 a.C., e um pouco confusa (na minha opinião), com diversos acontecimentos e reinados distintos. Apesar da história mais comum ser contada a partir da perspectiva da capital, o sul do país teve uma outra trajetória, diferente dos fatos que vou contar aqui. 

Nosso guia em Bangkok, Mr. Pete, nos contou que o povo Thai vivia no sul da China e, em meados do Século 10, migrou para o que hoje chamamos de Tailândia, Myanmar e Laos. Em 1351 estabeleceram o Reino de Ayutthaya (antiga capital do país), e lá fizeram muito dinheiro com plantação e exportação de arroz. Nas palavras do próprio Pete, "Ayutthaya era puro ouro, riquíssima!". Após várias tentativas, em 1769 Ayutthaya foi atacada por Myanmar (Burma/Birmânia), que saqueou e destruiu tudo. Dizem que todo o ouro que hoje está nos templos birmaneses foi roubado da Tailândia (será?! ainda quero ir pra ver!). Só restaram as ruínas de Ayutthaya (o que você pode ver hoje em dia se for visitá-la). Os tailandeses fugiram e estabeleceram a nova capital em Thonburi, em frente ao que hoje é Bangkok. O rei da época, Taksin, foi deposto e executado em 1782 por seus próprios generais subordinados. E um deles foi nomeado o novo rei (Rama I), dando inicio a dinastia que está até hoje no poder (Chakri), e transferindo a capital para a outra margem do Rio Chao Phraya, Bangkok. 


Ayutthaya | foto: Wikipedia
Rio Chao Phraya, Bangkok
Bangkok, a capital tailandesa, vista do Vertigo and Moon Bar

[POLÍTICA]
O país é uma monarquia constitucional, ou seja, o primeiro-ministro é o chefe de governo e o monarca é o chefe de Estado. E o monarca da atualidade é o Rei Bhumibol Adulyadej, o Rama IX, presente em T-O-D-O-S os lugares: fotos em postes, notas de dinheiro, selo dos correios, outdoors... A verdade é que o rei é MUITO amado e respeitado. A população o enxerga como um pai (seu aniversário é considerado nacionalmente o Dia dos Pais) e como o responsável pela harmonia política do país (uma espécie de mediador). Chefiando a nação desde 1946, é o chefe de estado que tem mais tempo no poder em todo o mundo. 

Mas as coisas não andam tão em harmonia por lá. O rei está doente, internado há meses e, como vocês devem se lembrar, em maio de 2014, houve um golpe de estado no país e os militares assumiram o poder, depondo a primeira-ministra. Na época do golpe, o país virou uma confusão, com toque de recolher e tudo mais. Novas eleições ainda serão agendadas. Não senti nada de "estranho no ar" nessa viagem que fiz em março/2015, mas perguntamos ao nosso guia o que será da política do país em um futuro próximo e ele disse que parte da população espera uma guerra civil. 


Thai Bahts com fotos do Rei Bhumibol Adulyadej (Rama IX) 
Fotos do rei por todos os lados, inclusive nos tuc tucs

[RELIGIÃO & CULTURA]
O Budismo é a essência da Tailândia. 94% da população é Budista, 5% Muçulmanos e 1% Cristãos. Os tailandeses são extremamente religiosos (não é a toa que boa parte do turismo no país se passa dentro de templos), assim como são extremamente sorridentes e amigáveis. Todo homem budista pode ser monge pelo tempo que determinar (1 semana, 1 mês, muitos anos...). Todos os que conhecemos lá já foram monges em alguma fase da vida!

10 dicas para "fazer bonito" e ser respeitoso

1. Sempre cumprimente as pessoas com um wâi (mãos unidas como em oração e um leve inclinar de cabeça - pode ser usado para "oi", "tchau" e "obrigado"); 


Fazendo o gesto de mãos "wâi" no Grand Palace, Bangkok

2. Retire seus sapatos antes de entrar em templos, casas e até mesmo no seu quarto de hotel; 

Tirando a sandália antes de entrar no templo.
Dica: em dia de visita de templos, vá com sapato aberto e fácil de calçar e descalçar.
Templo Doi Suthep, Chiang Mai
Outra dica: leve MEIAS! Alguns templos ficam sob o sol quente... Meu pé estava queimando!!!

3. Cubra ombros e joelhos ao entrar nos templos; 


Wat Phra Singh, Chiang Mai
Dica: quando não quiser passar o dia todo de calça/saião e blusa com mangas,
leve na bolsa canga, pashimina e/ou até mesmo uma camisetinha, pra vestir por cima. 

4. Nos templos, sente-se sempre em "posição de sereia", com seus pés para trás. Nunca aponte os pés para as imagens de Buda. Observe os locais e aprenda com eles!

Wat Phra Singh, Chiang Mai

5. As imagens de Buda são sagradas - não as toque nem faça brincadeiras em frente delas; 

6. Estátuas de Buda não são souvenir. Só compre uma se seu objetivo for "adoração" e não enfeitar a prateleira; 

7. Se for mulher, não fale com os monges nem os encare diretamente nos olhos (monges só falam com homens); 


Monges budistas no templo Doi Suthep, em Chiang Mai
Wat Pho, templo do Buda Reclinado, em Bangkok

8. Os templos budistas são mantidos por doações. Então, depois de conhecer um, tirar fotos e passar um tempo lá dentro, é educado doar a quantia que quiser;

9. Fora de Bangkok, em cidades menores, não é bem visto demonstrações públicas de carinho entre homens e mulheres, mesmo casados (beijos, mãos dadas, abraços...). Mas já é muito comum ver amigos e amigas de mesmo sexo andando abraçados ou de mãos dadas. 

10. Que tal agradecer as pessoas com um wâi e também com um "obrigado" em tailandês? Diga Khop Khun (fonética aproximaaaaada que aprendemos a dizer lá heim!? hahaha). Se quiser também mandar bem com o "Olá", diga: Sawad-dee! (o "dee" é bem longo). - aprenda mais aqui. 


[COMIDA]
Hum... A gordinha aqui pira nessa parte! rs :D A culinária tailandesa traduz perfeitamente o termo "Indochina": é uma mistura de comida indiana (curry com diferentes carnes - principalmente frango e peixe - e vegetais) e comida chinesa (noodles comidos com chopsticks). Adicione a isso MUITO ARROZ E MUITO COCO. 

A base da cozinha Thai está no arroz, que pode ser cozido, frito, macarrão (noodles), colocado na sopa,  e até mesmo servido como sobremesa. O sticky rice (arroz grudento feito com coco e servido com manga) é comido com a mão ou no palito (tipo espetinho mesmo - é muuuuito grudento, parece uma massa). Para os outros tipos de arroz, pode usar a colher. Aliás, não se assuste se só vir na sua mesa um garfo e uma colher. Cadê a faca?! Nem precisa, tudo já vem em pedacinhos... Use a colher como garfo e o garfo como faca. 

O arroz é tão querido lá que o verbo "comer" em Thai é na verdade "comer arroz", e ele é comido no café da manhã, no almoço e no jantar. Eu não achei nada ruim, já que vivo comendo arroz puro aqui no ocidente!! hehehe. Só cuidado com o "spiiiiicyyy". Quando te disserem que algo é só um pouquinho apimentado, desconfie e peça outra coisa. Ou você irá cuspir fooooooogo!!!!! Mesmo assim, acho que o nível da pimenta ainda não ganha da Índia. 


Água de coco no mercado flutuante
Baby coconut... fofos!
Curries tailandeses. Diferente da Índia, que são vendidos como PÓ, na Tailândia eles são PASTAS.

Noodles feitos no barquinho no mercado flutuante
Sticky rice (arroz grudento)
Sticky rice com manga
Coconut soup com capim-limão

O que mais gostei foram os pratos com frango. O frango de lá é deliciooooso! Seja com molho de amendoim (hummm... não deixe de experimentar o chicken satay, um espetinho), na sopa com leite de coco ou com curry. Chicken curries são deliciosos! (pergunte sobre o nível do "spicy", heim?!) 


Chicken Curry e Chicken Soup (atrás, claro, arroz!)
Chicken Satay: espetinho deliciooooso de frango com molho a base de amendoim

Apesar da base ser essa, a culinária muda um pouco conforme a região. Em Chiang Mai (norte), por exemplo, já se come vários tipos de linguiças deliciosas, e no litoral, claro, se come muito peixe e frutos do mar. 


Linguiça típica do norte da Tailândia, no Warorot Market, em Chiang Mai
Vários tipos de linguiça do norte da Tailândia, no Restaurante Deck 1, em Chiang Mai

A questão dos insetos é bem contraditória.... Todo mundo fala do tal do escorpião e decidi investigar esse "costume". FAKE total! Tailandeses não comem escorpião, nem mesmo o dono da própria barraca que o vende, come. Palavras da nossa guia de Chiang Mai, Banyen: "coisa pra turista tirar foto". Eles comem sim insetos, mas "apenas" grilos e larvas. Não consegui encarar, mas meu marido provou por mim rsrs. 


Barraquinha de insetos em Chiang Mai (na saída do templo Doi Suthep)
O grilo que meu marido comeu!

Calma... Não ia acabar a seção de gastronomia do post justo com essas fotos feias, né?! hehehe


Comida fresquíssima e noodles feitos na hora no Floating Market Damnoen Saduak
Delícia de fried noodles com frango bem no meio da caótica Khao San Road, em Bangkok!

[DINHEIRO]
A moeda tailandesa é o Thai Baht (THB). Para facilitar a conversão rápida (ninguém merece fazer conta no celular a cada comprinha, né?!) corte um zero do valor em Bahts para tê-lo em Reais (aproximado!!). Por exemplo, se a conta do restaurante der 500 THB, você estará pagando mais ou menos R$50. Veja cotação exata aqui. 

Chegue na Tailândia com Dólares Americanos (e não com Reais), mas lá eles não serão aceitos em lugar nenhum. Por isso, é importante trocar o dinheiro assim que chegar. No aeroporto mesmo, já na área de retirada de bagagens, há um montão de casas de câmbio. 

Pelo que tinha lido antes de ir, imaginava que os preços lá seriam mais baratos. Claro que não se compara a São Paulo, Nova York ou Paris, mas não é "quase de graça" como alguns diziam (ainda mais depois de ter ido ao Cambodia - lá sim é de graça!!! rs). Existem duas Tailândias: a mochileira e a gourmet. Come-se e dorme-se muito bem pagando razoavelmente pouco, mas se quiser conhecer super hotéis e super restaurantes (principalmente os mais famosos) não vai custar pouco não! Mas vai valer CADA CENTAVO!




COMO CHEGAR

Não existem vôos diretos do Brasil para a Tailândia. 

O jeito mais "fácil" de chegar é voando com alguma cia aérea da região dos Emirados Árabes, como: 
- Emirates, com conexão em Dubai
- Etihad, com conexão em Abu Dhabi
- Qatar Airways, com conexão em Doha

Bom... de "fácil" não tem nada, só são "menos demoradas"! rsrs. Nós fomos de Qatar. Foram 14 horas de viagem de São Paulo (GRU) a Doha (DOH), 2 horinhas de conexão e mais 6 horas de vôo de Doha (DOH) a Bangkok (BKK). 

Outra forma de chegar é voando via Europa: 
- Air France, com conexão em Paris
- Lufthansa, com conexão em Frankfurt
- KLM, com conexão em Amsterdam 
- Turkish Airlines, com conexão em Istambul
entre outras. 

Dica para quem também vai voar Qatar na classe econômica (Boeing 777-200): as fileiras das aeronaves são 3 + 3 + 3. Então, se estiver em casal, a única forma de não atrapalhar ninguém para ir ao banheiro ou não ser atrapalhado/acordado por um desconhecido, é ficando nas poltronas da fileira do meio. 


Interior da aeronave Boeing 777-200 da Qatar Airways 

O aeroporto do Qatar é novíssimo, todo lindo e moderno (assim como o das concorrentes árabes). Se tiver uma conexão mais longa, não se preocupe... Você irá se divertir! :) 



Vista aérea de Doha, Qatar, e aeroporto


O aeroporto de Bangkok (BKK) também é super bacana, cheio de lojas e restaurantes/lanchonetes legais.


Aérea do check-in do aeroporto BKK em Bangkok

[Chegando em Bangkok] 

Bangkok tem 2 aeroportos: o grandão internacional, Suvarnabhumi (BKK), que provavelmente é onde você vai chegar, e o Don Mueang (DMK), com vôos domésticos e entre países mais próximos (geralmente é do DMK que partem os vôos das cias low cost, como Air Asia). 

Para entrar na Tailândia, brasileiros NÃO precisam de visto, porém, é obrigatório ter a vacina contra febre-amarela no Certificado Internacional de Vacinação (inclusive passageiros de outros países sul-americanos) . E isso é levado muuuuito a sério!

>> Assim que desembarcar em Bangkok, procure o balcão do HEALTH CONTROL. Preencha o formulário e  o apresente junto com seu passaporte e sua carteira de vacinação. Nem adianta tentar desembarcar... Se não tiver o selo do health control (controle de saúde), mesmo depois de ter enfrentado toda a fila da imigração, vão te mandar voltar. 





>> Troque um pouco de dinheiro (dólar americano por thai baht) já no aeroporto, na área de retirada de bagagens. 

>> Compre um chip pré-pago ao desembarcar pra facilitar sua vida e seu contato com o mundo ocidental. É super barato!

O aeroporto fica um pouco longe da área de hotéis em Bangkok (cerca de 40km, mas não se esqueça de que lá tem bastante trânsito em alguns horários). Pegue taxi (só se for com taxímetro) ou combine com seu hotel para ir te buscar. A maioria oferece este serviço. 

/////

E aí, deu pra sentir um "gostinho" da Tailândia? Imagine então o quanto de coisa boa esse país ainda tem pra te oferecer?!

Falando em coisa boa... Gosta de MASSAGEM?? Ainda tem mais essa! A Tailândia é o berço dessa "arte", então nem cansado você precisa ficar por lá! A cada esquina são dezenas de ofertas de massagistas por pouquíssimos Bahts. Pra mim, isso só pode ser o paraíso, né?! :D

Próximos posts:

- Parte 1: a fervilhante Bangkok [caos, mercados, templos, arranha-céus e super restaurantes]

- Parte 2: a religiosa e profunda Chiang Mai [templos, tigres, elefantes, tribo de mulheres-girafa e muito mais]

- Parte 3: as paradisíacas praias tailandesas [areia branquinha, água em tons de verde esmeralda e turquesas e um por do sol de arrepiar] 

Obrigada por embarcar nessa viagem comigo! 
E seja bem-vindo a um mundo de novas sensações que é a Tailândia! 

Beijos,
Lala Rebelo
(siga minhas viagens em tempo real pelo Instagram @lalarebelo_travelblog) 


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terça-feira, 7 de abril de 2015

CIDADE DO PANAMÁ - além da conexão

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Meu primeiro post do blog, há quase 1 ano, foi sobre PANAMA CITY, a cidade que moro e adoro. Já estava mais do que na hora de atualizar as informações e trazer dicas "quentinhas" pra vocês! :) 

Muita gente não sabe o que encontrar por aqui. Algumas pessoas imaginam praias bonitas, outros imaginam o Canal do Panamá (claro!), o chapéu... Alguns chamam esta cidade de "mini Miami", outros de "Dubai das Américas" (por causa dos arranha-céus e dos ótimos preços para fazer compras), e tem gente que também acha que aqui não tem NADA! rsrs. Um suuuuper engano. E vou te mostrar como aqui tem sim MUITA coisa! :)

Como o Panamá anda super em foco ultimamente e acaba sendo passagem de muita gente que vai do Brasil ao Caribe ou aos Estados Unidos, decidi caprichar ainda mais no post. Por que não ir além da conexão e conhecer melhor um país cheio de atrações incríveis?!

O Panamá é um pequeno país na América Central. Aliás, todos os países da América Central são pequenininhos. Fica entre o Oceano Pacífico e Oceano Atlântico, e faz fronteira terrestre com a Costa Rica e com a Colômbia. A capital, Cidade do Panamá, está nas margens do Pacífico (mas é muuuito fácil "cruzar" o país - cerca de 1 ou 2 horas de viagem - e chegar ao lado do Atlântico/Caribe).

mapa panama dicas de viagem blog lalarebelo

A população do país é de aproximadamente 4 milhões de habitantes, sendo que 1,5 milhão está na capital (região metropolitana). O idioma aqui é o espanhol, apesar de que há tantos estrangeiros que você vai acabar ouvindo um pouco de tudo. Principalmente inglês, que é misturado nas frases quando um panamenho está falando: Algo bacana? - "qué cool!" / Alguém bonito? - "qué priti!" (de "pretty")... :)

A moeda oficial se chama Balboa (PAB) mas é equivalente ao Dólar Americano (USD) e o "dinheiro" em circulação é o mesmo dos Estados Unidos - as verdinhas. Nem existe notas de Balboa impressas, apenas moedas.

Tanto tem se falado no Panamá e motivo é o que não falta: é hoje uma das economias mais estáveis da América e seu PIB se duplicou de 2003 a 2009. A economia do país se baseia em serviços financeiros, turismo e, claro, logística (viva o Canal do Panamá!).

Muita gente nem imagina que Panama City é moderna, cheia de prédios altíssimos (muitos têm mais de 60 andares!!), avenidas largas, shoppings... Curioso é o contraste disso tudo com a parte mais antiga, bagunçada, caótica e mais pobre. Algo comum em grandes cidades, principalmente na América Latina.




QUANDO IR?

O clima é tropical, as temperaturas são altas e não variam muito (média anual de 30ºC), porém CHOVE MUITO. Por isso recomendo que a sua visita seja feita na época mais seca, que vai de dezembro a abril (isso não significa que não vai chover nunca... Mas sim que as chances são beeeeem menores.).

Sol vs. Chuva na Cinta Costera, Cidade do Panamá
Sol vs. Chuva na Cinta Costera



COMO CHEGAR
É o jeito mais fácil de chegar na Cidade do Panamá (PTY) pois existem vôos diretos saindo de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Manaus. A viagem dura de 6 a 7 horas (saindo de Manaus são apenas 4h) e não é necessário visto para entrar no país, apenas passaporte válido.

Muita gente pega estes vôos da Copa para ir a vários destinos no Caribe ou USA, mas acaba não saindo do aeroporto na conexão. Minha dica é que você estique seu tempo no Panamá (você não pagará extras por isso, apenas novas taxas de embarque) para conhecer a capital. E se tiver mais tempo disponível, aqui há tantas praias lindas pra você visitar, que o Panamá será pra você muito mais do que uma escala nas suas férias, e sim o destino final! ;)
Outra opção para chegar na Cidade do Panamá é voando Avianca, saindo de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, com rápida conexão em Bogotá (~6h + 1h30 de vôo).


HOTÉIS

A melhor região para se hospedar na Cidade do Panamá, na minha opinião, é nas proximidades da Avenida Balboa ou nos arredores do shopping Multiplaza Pacific. Você estará mais perto de restaurantes, lojas, bares... E terá fácil acesso aos pontos turísticos. O Casco Viejo (zona histórica) também é uma região muito bacana porque é onde fica parte do "agito" panamenho (super restaurantes, barzinhos e hotéis boutiques, além de ser uma das atrações que você vai visitar). Porém, ainda acho que o Casco ainda é mais bonito pra passear e comer do que para "ficar", pois é meio fora de mão.

Super moderno e cheio de ótimos restaurantes, bares e baladas. Também é muito bem localizado. Pra mim, o melhor hotel para se hospedar aqui. Tem acesso por passarela a um casino que fica em frente e a um shopping meio sem graça (Multicentro), mas a alguns minutos de taxi dos outros melhores!

fotos: hrhpanamamegapolis.com

Melhor custo-benefício, impossível! Fica pertinho do shopping Multiplaza Pacific (walking distance) em uma região bem legal. O hotel é novinho (construído em 2013) e super moderno e bonito.

fotos: ramada.com

Uma excelente opção para se hospedar na cidade. Novíssimo!!! O hotel por si só já é uma atração, cheio de restaurantes excelentes e um casino no térreo. Eu que moro no Panamá e nunca me hospedei no hotel, sempre vou ao Sortis para comer em algum dos restaurantes de lá! :)

fotos: sortishotel.com

Outras ótimas opções na parte moderna da cidade:
  • Radisson Decapolis Hotel Panama City - ao lado do Hard Rock Hotel só que com preços um pouco mais baixos.
  • Courtyard by Marriott - dentro do shopping Multiplaza Pacific (no estacionamento). Hotel mais velhão (precisa de uma reforma! Mas é OK.). Ideal pra quem não tem muito tempo na cidade e quer muito fazer umas comprinhas.
  • Manrey Boutique Hotel - muito charmoso em uma rua cheia de restaurantes e bares legais (Calle Uruguay), pertinho da Avenida Balboa. Bar no rooftop imperdível.
  • Hilton Panamá - acabou de ser inaugurado (2015) e fica muito bem localizado, na Av. Balboa, pertinho de restaurantes e shopping. Tem também um casino dentro.

Se quiser muito ficar no Casco Viejo, minhas dicas são:
  • Tantalo - além de hotel é restaurante e bar (um dos mais agitados da cidade). Portanto, o ambiente não é calminho, mas é bem cool.
  • Casa Nuratti - vizinho do Tantalo. Bar Gatto Blanco no rooftop e restaurante delicioso Gatto Negro no térreo. Opção agitadinha, como Tantalo.
  • American Trade Hotel - hotel boutique liiiindo e super luxuoso, estilão antigo. Amei!

COMER & BEBER

Hoje em dia sair pra comer e beber no Panamá é tudo de bom! A cada dia surge uma nova opção de restaurante com comida deliciosa e conceito/decoração bacana.

Restaurantes

[No CASCO VIEJO]
Uma das melhores opções para jantar no Casco Viejo. O menu é bem amplo (tem carnes, frutos do mar, massas...) com um toque de criatividade. E a decoração é um charme a parte - toda moderna e divertida. Boa música também!

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Este restaurante é ótimo (menu bem variado. Especialidades: bacalhau e filé ao molho de mostarda) mas a ida só valerá a pena se você reservar uma mesa na parte de fora, ao lado das ruínas, no histórico Arco Chato, com vista para as casinhas coloniais coloridas. Como faz muito calor, melhor ir no jantar e usar uma roupa bem fresquinha. 

Restaurante Mostaza no Casco Viejo | foto: blog.myvr.com
foto: blog.myvr.com
Jantando na parte de fora do Mostaza, em frente ao Arco Chato

Para comer comida tradicional panamenha (patacones, chicharrón, sancocho, arroz com frango, mariscos e peixes...) e assistir shows de danças típicas. Super turístico, mas se pra você é importante conhecer um pouco do que é de fato a cultura panamenha, vá! Diablicos é o nome do personagem folclórico do Panamá.

foto: panamadiablicos.com

[Na CIDADE MODERNA]


Esse restaurante que inaugurou recentemente está super em alta aqui. E com motivo! A comida é muito boa (ótimas massas e carnes), com destaque especial para as sobremesas. Comemos um chocolate chip cookie quente com sorvete de baunilha que estava DIVINO! Além do restaurante ser bem bonitinho por dentro, tem uma bela vista da cidade e está localizado no 6º andar de um prédio todo modernoso, projetado pelo arquiteto Philippe Starck (Yoo Panama). Melhor reservar pelo site/aplicativo Degusta (clique aqui), pois anda bem cheio. O Yoo fica ao lado do Hilton, na Avenida Balboa. 


foto: yoo.com



foto: degustapanama.com

Excelente restaurante de carnes que fica dentro do Hard Rock Hotel. O local é muito bonito, sem falar que você também pode dar uma passeada pelo hotel e conhecer o bar/balada no último andar! Se bater aquela vontade de comer uma carninha, já sabe... :) O restaurante SOY, de comida asiática, também dentro do hotel e vizinho do Tauro, é EXCELENTE.


Bares & Baladas
Já mencionei o Tantalo ali em cima como indicação de hotel no Casco Viejo. Além de hotel, é restaurante no térreo (comidinhas para compartilhar) e um bar bem animado no rooftop (área aberta, com vista da cidade moderna e da zona histórica). É o que há de mais agitado e gostoso no quesito bar hoje em dia aqui no Panamá. Chegue cedo se puder (fim de tarde). 

Tantalo - restaurante no térreo

Tantalo - rooftop bar

Acaba sendo uma opção quando o Tantalo está lotado (são vizinhos). É menorzinho mas não menos gostoso! No térreo está um restaurante muito bom chamado Gatto Negro, e no edifício funciona também um hotel (Casa Nuratti). 

GATTO BLANCO ROOFTOP BAR RESTAURANTE CASCO VIEJO PANAMA

Não sabe qual é a boa do dia?! Vá ao Hard Rock Hotel... Lá estão diversos bares e discotecas (BITS, no terraço, com super vista, Bling, Stage, entre outros). Alguma coisa estará bombando!! :)


O QUE FAZER NO PANAMÁ / TURISMO

2 dias na Cidade do Panamá + praias

[Dia 1] Canal, Causeway & Casco Viejo

Comece o dia pelo ponto turístico do país mais famoso mundo afora. O Canal, inaugurado em 1914 (recentemente foi comemorado seu centenário), com aproximadamente 70km de extensão, existe para ligar o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. Antes dele existir, os navios que precisavam transitar entre os dois oceanos precisavam contornar a América do Sul (quase 15 mil km!).

A construção do Canal foi iniciada pela França em 1881, porém a obra foi abandonada por problemas de engenharia e alta taxa de mortalidade dos trabalhadores. Os Estados Unidos assumiu o posto em 1904 e demorou uma década para concluir. Foi criada uma "Zona do Canal", que pertencia aos Estados Unidos (LITERALMENTE! Como se fosse um país dentro de outro país, e os panamenhos não podiam transitar livremente nesta zona). Em 1977, após a assinatura de um acordo (e após muitas brigas também!), os EUA passaram o controle da passagem ao Panamá. Após um período de administração conjunta, o canal foi finalmente assumido pelo governo panamenho em 1999. Super recente! Hoje boa parte do PIB do país vem dos ganhos com as passagens de navios no Canal. 

Assistir àqueles navios gigantescos atravessando de um lado ao outro, passando pelas esclusas (a que você pode ir visitar no lado do Pacífico é chamada de Miraflores), é simplesmente FANTÁSTICO. Não dá nem pra acreditar que toda essa inteligência em engenharia foi construída há mais de 100 anos! 

Na visita ao Canal, além de assistir ao vivo a passagem dos navios, assista também ao filme 3D e vá ao Museu. Ambos são muito bem feitos e super informativos. 

Para entender melhor o funcionamento do Canal do Panamá, assista a este vídeo: 



Miraflores Locks | foto: visitcanaldepanama.com
É um caminho que leva a 3 pequenas ilhas, bem próximas à cidade. Este caminho foi construído com as rochas que foram escavadas na construção do Canal do Panamá. Nestas ilhas, você pode passear de bicicleta, carrinho de golf e comer muito bem (tem ótimos restaurantes com vista para o mar, para a cidade e para a marina - para frutos do mar, recomendo o Bucaneros // se gostar de comida árabe, experimente ir ao Beirut), e tem também um DUTY FREE SHOP lá na pontinha. Não esqueça de levar seu passaporte para poder entrar e comprar. 

Causeway de Amador - Puente de Las Américas ao fundo

Também no Causeway, acabou de ser inaugurado o Biomuseo, um museu que conta como o surgimento do Panamá impactou a biodiversidade do planeta, além de outras galerias temporárias. A visita (ou ao menos o "passar em frente") vale mesmo é pelo edifício do museu. É o único na América Latina projetado pelo famoso arquiteto Frank Gehry. Eu achei muito bonito, todo colorido!

Edifício do Biomuseo | foto: nytimes.com
Edifício do Biomuseo | foto: nytimes.com
Depois de ter falado sobre tantos restaurantes, bares e hotéis neste lugar, chegou a hora de explicá-lo melhor! É a minha zona preferida na Cidade do Panamá. Tantas ruelas, casinhas lindas e coloridas, imóveis charmosos... Apenas caminhe sem direção. Pare para um café em um restaurantinho pitoresco com mesinhas na rua/calçada/praça, ou tome um vinho ou drink em um bar com vista para a cidade moderna. Aprecie as cores dos imóveis históricos, igrejas e prédios do governo desta zona que é considerada Patrimônio Histórico pela UNESCO. Aqui é o lugar para você comprar seu chapéu Panamá, heim!? :)  Eu AMO o Casco! É um verdadeiro contraste: super restaurantes, hotéis modernos em prédios super antigos... E muitas famílias ainda vivendo em cortiços. Demais. 

casco viejo antiguo panama dicas o que fazer
Vista do Casco Viejo
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Iglesia de Santo Domingo e Arco Chato (em frente ao Restaurante Mostaza)
Catedral Metropolitana
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Iglesia de San Francisco
>> Minha dica para este dia é: ir para o Canal do Panamá de manhã bem cedo, almoçar no Causeway de Amador e passear no free shop (e no Biomuseu, se quiser) e, no fim de tarde, passear no Casco Viejo e jantar/tomar uma cerveja por lá!

Se você gosta desse tipo de turismo e se facilitar, aqui no Panamá você também vai encontrar daqueles ônibus de turismo vermelhinhos, que você pode sair e voltar quando quer: City Sightseeing Hop On Hop Off. 


[Dia 2] Cinta Costera & Shopping 

  • Cinta Costera
A ideia para este dia é acordar mais cedo e fazer uma caminhada pela cinta costera, que é um estreito parque que fica às margens do mar, bordeando a Avenida Balboa. Parte deste parque (Cinta Costera III - viaduto para carros com pista exclusiva para pedestres e bicicletas) fica sobre o mar, contornando o Casco Viejo. De lá você terá vistas belíssimas! Se preferir, faça o passeio de bicicleta (aos domingos de manhã há diversas empresas de aluguel com tendas montadas na Balboa). Melhor que seja cedo porque no Panamá faz um calorão! Caminhando na Cinta sentido Casco Viejo você passará pelo Mercado de Mariscos.


Cinta Costera, sentido Punta Paitilla | foto: Leo Leiner
Cista Costera sentido Punta Paitilla | foto: Leo Leiner
Cinta Costera sentido Casco Viejo | foto: Leo Leiner
Vista dos arranha-céus da Av. Balboa pelo Parque Mirador del Pacífico, em Punta Paitilla
(uma das pontinhas da Cinta Costera)
  • Comprinhas no shopping
Panamá tem precinho quaaaase de Estados Unidos (geralmente, 10% mais caro). Mesmo com o dólar nas alturas, tem coisa que ainda vale a pena comprar aqui, como alguns eletrônicos, cosméticos e roupas de marcas estrangeiras. De todos os shoppings da cidade, recomendo dois:

- Multiplaza Pacific: o melhor e o mais luxuoso (por enquanto. É que em breve será inaugurado um outro suuuuuper chique na Calle 50 - SOHO Mall - aí atualizo o post!). Mas apesar da pompa, tem lojas de todos os tipos (caras e baratas) e os preços não são mais altos do que os dos shoppings mais populares, o ambiente é bem mais agradável, e ainda tem bons restaurantes de rede como P.F. Chang's, Benihana, entre outros. Por isso, quando o turista tem tempo de ir a apenas um shopping, eu sempre recomendo o Multiplaza.

- Albrook Mall: o maior do Panamá (realmente é gigantesco!! Quando preciso ir lá, olho antes onde fica a loja para ser certeira e já estacionar no local mais próximo). E eles tem tanto orgulho de serem "os maiores" que até fizeram esta lista aqui de curiosidades (uma delas: "se você passar 10 minutos em cada loja do Albrook, levará 56 horas para percorrer todo o shopping"). É mais popular, com lojas para todos os bolsos, divididos por "zonas" que estão nomeadas com nomes de animais (pasillo del elefante, pasillo del delfín...). Recomendo ir na parte da manhã, pois costuma encher muito. Nos fins de semana fica impossível! Tem até um hotel lá dentro pra facilitar pra quem vem ao Panamá com foco em compras: Tryp Hotel.

Um assunto que sempre vem à tona quando se fala em Panamá:

- Zona Libre de Colón: como diz o nome, fica na cidade de Colón, na outra ponta do Canal do Panamá, às margens do Atlântico/Caribe, a 70km da capital. A viagem de carro dura cerca de 50 minutos, pois a estrada é ótima. É a maior zona franca da América e a 2ª maior do mundo. A cidade não é nada bonita e não há nada de atrativo por lá além das compras (e dos cruzeiros com rotas pelo Caribe que saem do porto de Colón). Eu, sinceramente, acho que nem as compras valem tanto a pena, pois não é suuuuuuper mais barato do que na Cidade do Panamá, o lugar não é lindo, e você tem que tirar praticamente um dia inteiro só pra isso. Se você planeja comprar MUITA COISA (as lojas até entregam no seu país e a maioria vende só por atacado), aí sim vale a visita. O correto é não poder sair de lá com o que você comprou, e se sair, pagar todo o imposto. As lojas é que têm que te entregar no seu endereço ou lá fora... Maaaaas dá pra dar um jeitinho. Ou seja, a zona é mesmo uma zona. A Zona Libre é uma área fechada, que só estrangeiros entram (não esqueça do passaporte, heim?!). Veja aqui a lista de marcas que estão lá dentro.


foto: travelreportmx.com

Como chegar:

. Carro/taxi: combine com algum taxista indicado por seu hotel para te levar, te esperar lá e te trazer de volta. É o meio mais caro mas, com certeza, o mais confortável. Se precisar de alguma recomendação, por favor, me pergunte aqui nos comentários. Você também pode alugar um carro e ir por conta própria.

. Ônibus: saem a cada 30 minutos (até às 22h) do terminal rodoviário em Albrook. O trajeto de volta Colón-Panama City também sai a cada 30 minutos do terminal que fica na Calle 14/Av. Bolívar (com exceção dos domingos). Cada trecho custa apenas US$2.50. Apesar do terminal ser próximo da Zona Libre, melhor pegar um taxi.

. Trem: existe uma linha histórica, Panama Canal Railway, que faz o trecho bordeando o Canal do Panamá. Algumas partes do caminho são bem bonitas (em outras não se vê muita coisa) e o trem é todo pomposo! Sai de Panama City de segunda a sexta às 7:15 da manhã (chegue na estação às 6:15 e compre a passagem na hora, que custa US$25 cada trecho). Chegando em Colón, pegue um taxi para a Zona Libre. O trem da volta sai às 17:15.

panama canal railway trem colon zona libre compras dicas o que fazer 02

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[Praias]

Chegamos a uma das melhores partes! Não vale vir ao Panamá, na "boca" do Caribe, e não curtir pelo menos um diazinho na praia, né?! Na capital mesmo, apesar de ser toda bordeada pelo Oceano Pacífico, não tem praia. O jeito mesmo é pegar um carro e ir conhecer!


Um dos meus lugares preferidos no mundo. Imagine ter uma ilha para quase cada dia do ano (são 360!! E pertencem aos índios Kuna), com areia branquinha, coqueiros e rodeadas de água azul turquesa do Mar do Caribe. Já escrevi sobre San Blás aqui no blog (clique aqui para ler o post) e pra mim não existe a possibilidade de alguém vir ao Panamá e não conhecer um pouquinho desse paraíso! Seja para passar apenas o dia, caso não tenha muito tempo, ou para dormir 1 noite em uma cabaninha em uma ilha deserta. Esqueça luxo, restaurantes, estrutura... San Blás é pé na areia e natureza pura!

panama san blas praias o que fazer como chegar dicas
  • Praias do Pacífico 
Se não quiser enfrentar a estrada para chegar a San Blás nem a rusticidade do lugar, vá a alguma praia do Oceano Pacífico. A estrada é excelente e os hotéis são enormes (baita estrutura). Algumas praias são bonitas, mas geralmente a água não é clarinha e a areia é mais marrom. Recomendo 2 hotéis:

- Intercontinental Playa Bonita
A praia é OK (não é tããão boniiita como diz seu nome), mas o atrativo desse lugar é sua proximidade com a capital (apenas 15 minutinhos de carro - comodidade total!) e a estrutura do hotel. A piscina com borda infinita é linda. Também é possível pagar para passar apenas o dia lá.

intercontinental playa bonita panama o que fazer dicas praias 01

 - Sheraton Bijao
Um pouquinho mais longe do que o Intercontinental (113km), mas aqui já vale mesmo é pela beleza da praia (Santa Clara Beach). Apesar de ser Pacífico, a areia é branquinha. Adorei! :)

sheraton bijao panama o que fazer dicas praias santa clara 02

[Em breve post sobre as praias do Pacífico no Panamá. Aguardem!] 

E ainda tem: Isla Contadora (leia post aqui), Bocas del Toro, Playa Venao, Portobelo... São dois oceanos bordeando um país com 75.500 km2. Ou seja, é praia pra todos os gostos!!

Espero que tenha gostado da "minha" nova cidade. Viu só como vale a pena sair do aeroporto e conhecer o super país que é o Panamá?! Comece logo a planejar sua vinda! ;)

Beijos, Lala Rebelo

>> Olá! Meu blog mudou de endereço. Acesse diretamente WWW.LALAREBELO.COM (cliqueaqui) para acessar os mesmos posts, só que mais atualizados e com mais informações. Dicas de novos destinos estão sendo postadas somente lá no LALAREBELO.COM. Te espero lá! Obrigada! <<